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Artigo:  Sabedoria de Salomão

Artigo: Sabedoria de Salomão

Política, definitivamente, não se faz sozinho. Salomão, o homem mais sábio que existiu, governou a nação de Israel, baseando-se, dentre outras coisas, na certeza de que o conselho de homens experientes e preparados, o auxiliaria a estabelecer o governo justo e próspero. Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança” (Provérbios 11.14).

O Brasil, país de dimensões continentais, convive com desafios das mais variadas espécies. Muito deles são demasiadamente complexos e estruturais e que exigem um esforço descomunal para o encontro de soluções inteligentes e de longo prazo. Sem elencar quais seriam estes desafios, é possível que à mente do leitor já venham questões como: pobreza, desemprego, corrupção, precariedade do sistema de saúde e educação, segurança e mais uma série quase infindável de situações.

Infelizmente, percebe-se que na política atual, cada um quer ser o autor da melhor solução – independente dos reflexos desta proposta e do quão assertiva ela possa ser. O trunfo está em ganhar os aplausos e a luz dos holofotes.

A partir destas premissas, os principais atores responsáveis por reconstruir a nação, se distanciam e se perdem em seus próprios interesses. O sucesso de outros países e a boas práticas que funcionam brilhantemente são simplesmente ignoradas.

É fundamental que os líderes de nossa nação busquem com veemência conhecer, explorar e aprofundar-se no conhecimento. Políticas duradouras e eficazes nascem do diálogo e da troca de experiências. Reconhecer a riqueza que há em estar com pessoas sábias, pode ser a chave para muitos dilemas que enfrentamos na atualidade.

Salomão, tamanha sua sabedoria, não se perdeu em seu próprio entendimento, antes reconheceu que um povo sem conselho estava fadado à ruína. O Brasil precisa de líderes que dialoguem que escutem, que se aconselhem que se inspirem em outros líderes e que saibam reconhecer suas falhas.

É muito desgastante observar que determinadas lideranças ignoram por completo esta verdade. Para eles, a melhor estratégia é disfarçar problemas, responsabilizar terceiros, e trazer políticas distorcidas, como se pão e circo fosse resolver a fome, o problema de saneamento, a ausência de moradia e de estrutura mínima para que cidade se restabeleça.

Em ano de eleição, avalie a capacidade que os candidatos têm em conversar, estudar e tomar medidas que nem sempre são populares, mas que visam o crescimento genuíno e de longo prazo.

:: Lucas Gonzalez 

Foto: unsplash