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Artigo: Qual é a sua parcela de responsabilidade?

Artigo: Qual é a sua parcela de responsabilidade?

A cidade de Belo Horizonte tem ganhado amplo destaque nas principais mídias nacionais. O motivo? – desastres, contaminações, problemas, problemas e mais problemas. 2020, que ainda está nos seus primeiros dias, trouxe uma avalanche de situações que, certamente, não é objeto de orgulho para nenhum mineiro. 

Todos os anos, um desastre de grandes magnitudes nos atinge de algum modo. O mais comum deles é a chuva. Não obstante aos incalculáveis estragos oriundos das precipitações de janeiro deste ano, este “fenômeno anual” é sempre previsto. 

Se em todo verão há sempre uma certeza destes problemas, porque nunca avançamos em qualquer tipo de solução? Em um mundo onde tufões, furações, tsunamis, tornados, nevascas e toda sorte de fenômenos naturais são observados, será que a chuva é o mais enigmático de todos eles? Seria um ceticismo exacerbado acreditar que há tecnologia para minimizar os estragos advindos de todos estes fenômenos, exceto para a chuva? 

Um dos versículos mais populares e diretamente relacionados à política está em Provérbios 29.2: “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme”.

É possível que a maioria dos evangélicos de nossa cidade saiba recitar esta verdade. Mas em que medida este discurso está incorporado em nossas ações diárias? 

Somos experts em criticar o verdadeiro caos em que se encontram muitas áreas do nosso município. Por óbvio, isto não é difícil. Situações desta monta afetam diretamente a nossa rotina, atrasam nossas agendas, estragam nossas ruas. (estes são os incômodos mais minimalistas dos últimos dias). Pois, não foram poucos os que viram uma vida de anos de trabalho, ruir em meio às chuvas. 

Incomodar-se com a situação, por certo não é um problema, aliás, pode ser um dos elementos que nos tirará da inércia de apenas assistir revoltosos a situação, como se nada mais pudéssemos fazer. 

Se somos nós, cidadãos, que escolhemos os que governam, não há qualquer dificuldade em compreender que o gemido provocado pelas autoridades incompetentes é de total responsabilidade NOSSA. Reconhecer essa verdade é reconhecer que falhamos todas as vezes que um líder nos conduz por caminhos tortuosos.

Até quando ficaremos assentados nos bancos da igreja, sem entender o nível de responsabilidade que carregamos pelos rumos de nossas cidades, estados e nação?

Neste ano, teremos a possibilidade de reescrever a história manchada por tantas dores. Se buscarmos em Deus a sabedoria para escolhermos homens e mulheres verdadeiramente justos, viveremos em uma cidade mais segura e preparada para crescer. 

:: Flavia Raissa Said de Roure – Grupo de Ação Política - GAP