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Um antídoto para a ansiedade

Um antídoto para a ansiedade

Texto base: Mateus 6.25-34

Exposição do texto: geralmente, essa passagem é lida de forma isolada, fora do seu contexto, o que faz com que ela perca o significado completamente.

Discussão: por isso precisamos entender essa conclusão feita por Jesus, dentro do raciocínio completo. Essa passagem é uma conclusão de três questionamentos: onde queremos acumular tesouros? Onde fixaremos nossos olhos? Qual senhor serviremos? Somente depois da nossa resposta, estaremos preparados para ouvir as palavras de Jesus a respeito da ansiedade.

Objetivo: quando confiamos em Deus, na sua soberania e provisão, em vez de nos perdermos em nossas próprias preocupações, buscaremos alinhar nossa visão com a vontade Dele.

Contexto: no texto não há uma negação ou desprezo pelas necessidades do corpo. A lógica aplicada por Jesus é a de que Deus é quem criou, e, portanto, Ele é quem cuida. Jesus considerou que toda a humanidade está em busca de
alguma coisa. Todos estão buscando algo pelo qual viver, algo que dê significado à existência. A busca infinita da humanidade é para preencher o chamado “vazio existencial”. Essa busca por sentido faz com que nossas ações revelem nossa motivação: egoísmo. O que Jesus faz nesses versículos é simplificar o assunto, reduzindo em apenas duas alternativas, a cidade de Deus e a cidade dos homens. Os discípulos de Jesus não se preocupam com a própria segurança, com os alimentos, bebidas e vestimentas, pois essa é a obsessão daqueles que não conhecem o Pai celestial que têm. Os discípulos de Jesus sabem que sua segurança está no reino de Deus e na justiça divina. É Deus quem sustenta o universo, quem mantém os animais vivos, quem sustenta a fauna e a flora. Ora, se Ele cuida de tudo e de todos não cuidará de seus próprios filhos? Esse é o questionamento retórico de Jesus, que um pouco antes, tinha acabado de ensinar a orar com os dizeres “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Não estamos abandonados ao nosso próprio controle, existe um “Aba Pai” cuidando de seus filhos.

Conclusão: Martinho Lutero escreve que “Deus está fazendo das aves nossos professores e mestres. É uma grande e permanente vergonha para nós o fato de, no evangelho, um frágil pardal se tornar teólogo e pregador para o mais sábio dentre os homens”. Precisamos entender que se o Criador cuida de suas criaturas, com certeza como nosso Pai, também cuidará de cada um de nós.

Aplicação: não temos razões para andarmos ansiosos, pois Deus não se esquece de seus filhos (Is 49.15).

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