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O jejum que Deus pede

O jejum que Deus pede

Texto base: Mateus 6.16-18

Exposição do texto: não podemos ignorar o jejum, pois ele faz parte das disciplinas espirituais, mas a pergunta a ser respondida deve ser: o que é o jejum?

Discussão: em primeira análise, o jejum é uma abstenção de alimento, que pode ser parcial ou total, durante períodos de tempo mais curto ou mais longo. Não há dúvidas de que o jejum bíblico se relaciona diretamente com a autodisciplina, renúncia e morte da carne.

Objetivo: o jejum tem justamente como objetivo o aperfeiçoamento do domínio próprio, de nos ensinar como reagir durante as pressões do dia a dia e a depender de Deus.

Contexto: o jejum deve assumir seu lugar na rotina de vida cristã. Se o chamado de Cristo aos seus discípulos envolve o “negar a si mesmo” (Lc 9.23), não existe disciplina espiritual mais eficaz do que o jejum para que essa realidade de negação seja efetivada. E se já morremos para nós mesmos, não há espaço para nos gloriarmos perante os outros em nossa prática de jejum. Cristo deixa claro que o jejum é entre Deus e aquele que escolheu jejuar. O jejum também é um sinal de arrependimento e confissão do pecado. Biblicamente, temos diversos exemplos de arrependimento que levaram à prática do jejum como, por exemplo, Neemias, que reuniu o povo com jejum e pano de saco, para juntos confessarem seus pecados (Ne 9.1); os habitantes de Nínive que se arrependeram pela pregação de Jonas e, assim, proclamaram um jejum (Jn 3.5); Daniel, que em jejum orou a Deus e fez confissão dos pecados do seu povo (Dn 9.2); Paulo, que logo após ser convertido, jejuou durante três dias, em que não comeu nem bebeu nada. (At 9.9). Biologicamente, a fome é uma das necessidades fisiológicas mais básicas da humanidade, e, no geral, quando estamos desprovidos de alimentos, tendemos a agir com animosidade, provocada pelo instinto de sobrevivência. O objetivo do jejum é nos mostrar que não são nossos anseios mais básicos e primitivos que devem governar a nossa vida, mas nossa dependência irrestrita de Deus.

Conclusão: o propósito do jejum, diferente do que os fariseus faziam – que era uma propaganda deles mesmos – é disciplinar-nos na dependência de Deus. Não trata-se de uma ferramenta de publicidade para expressarmos o quanto somos religiosos, mas para expressar a nossa humildade perante Deus. Esse é o propósito do jejum.

Aplicação: a hipocrisia é perversa porque é destrutiva, e Jesus nos alerta a respeito disso. Qual é a sua motivação? Segundo o Dr. Lloyd-Jones “que nossa preocupação seja somente com Deus e sobre como podemos agradá-lo em tudo”.

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