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Uma piedade sincera

Uma piedade sincera

Texto base: Mateus 6.1-4

Exposição do texto: os fariseus utilizavam esse tripé da religião – caridade, oração e jejum – como forma de ostentação moral, buscando o aplauso e reconhecimento humano.

Discussão: hipocrisia é a palavra que Jesus utilizou para caracterizar essa exibição farisaica. Em essência, essa palavra revela à assunção de uma identidade falsa por alguém. Ser hipócrita é perder a identidade, disfarçando-se em algum personagem, ou seja, usar uma máscara. 

Objetivo: vivemos no tempo da “selfie”, onde nossa rotina diária é marcada pelo registro fotográfico de todas as nossas atividades. Com isso, muitos têm manipulado as imagens para vender suas boas ações no universo das redes sociais.

Contexto: Jesus nos alerta que os hipócritas que procuram aplausos dos homens, já receberam o galardão deles, e não tem mais nada a receber no dia do juízo final. Precisamos condenar à morte nossa vaidade, nosso ego, essa é a advertência feita por Jesus. Basta uma simples análise de alguns perfis em redes sociais para notarmos que caímos exatamente no mesmo erro dos fariseus. Algumas pessoas clamam por atenção para obter reconhecimento humano. Contudo, a piedade não precisa de exposição, por isso a esmola deve ficar em segredo, tanto dos outros, como de nós mesmos. O ego pertence à vida do velho homem, a nova criatura em Cristo é de imensurável generosidade. A piedade cristã não é marcada pela autogratificação, mas pelo sacrifício e abnegação. Boas ações realizadas em segredo deveriam alegrar o nosso coração, pois segundo João Calvino “devemos ficar satisfeitos por termos a Deus como única testemunha”. Fomos salvos para as boas obras, que Deus nos preparou de antemão, e não o contrário (Ef 2.10).

Conclusão: quando, por meio de ações piedosas, alguém nu é vestido, alguém faminto é alimentado, alguém doente é curado, é Deus quem precisa ser glorificado. Nosso amor aos necessitados é a resposta ao amor de Deus por nós. Fomos atraídos pelo amor de Deus, somos sustentados por esse amor, e, como discípulos de Cristo, espalhamos esse amor ao mundo de forma gratuita, sem esperar nada em troca de homem algum.

Aplicação: a advertência de Jesus é para que a generosidade não seja pautada na ostentação, mas na sinceridade de coração. Praticamos as boas obras para a glória de Deus e não para ganhar aplausos humanos. Praticamos as boas obras porque fomos salvos e não para sermos salvos.

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