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Sem espaço para vingança

Sem espaço para vingança

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Texto base: Mateus 5.38-42

Exposição do texto: Jesus nos faz lembrar que a lei de Moisés, era também um código civil e não só moral. O tão conhecido “olho por olho, dente por dente”, demonstra um princípio vingativo no coração humano.

Discussão: os juízes dos tribunais de Israel tinham esse princípio com o propósito de estabelecer a justiça. No entanto, os escribas e fariseus ampliavam esse princípio para além dos tribunais. Eles diziam que o “olho por olho” deveria ser aplicado também nos relacionamentos pessoais. 

Objetivo: Jesus nos ensina que a base do relacionamento cristão com outras pessoas é o amor e não a justiça; inclusive, para com os inimigos e malfeitores.

Contexto: podemos afirmar que a retribuição ao mal causado por alguém descrita na lei de Moisés, só poderia ser efetivada pelos juízes da nação (Dt 19.17-18). No entanto, os fariseus e escribas a utilizavam para justificar a vingança pessoal, extrapolando suas atribuições. O que era uma punição judicial tornou-se relacional. É por isso que Jesus é categórico em dizer que o padrão de relacionamento do cristão não é pautado na justa retribuição, mas no amor, gerado pelo Espírito Santo dentro de nós. Segundo o apóstolo Paulo, o Espírito produz um só fruto, que é composto por amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22,23). Ou seja, o cristão cheio do Espírito Santo não é regido pelo desejo de vingança, de retribuir uma agressão contra ele desferida, pois sua vida não é mais regida por suas emoções e sim pelo Espírito, que lhe concede amor para com os inimigos, mansidão para reagir às provocações e domínio próprio para não ceder aos desejos da carne.

Conclusão: o padrão exigido por Jesus é o padrão que Ele mesmo cumpriu. Ele foi cuspido, esbofeteado em sua face, zombaram Dele com uma coroa de espinhos, ajoelharam diante Dele em zombaria. Ele foi humilhado e mesmo assim permaneceu com autocontrole e amor, a ponto de clamar por perdão em nome daqueles que o malfizeram (Lc 23.24).

Aplicação: a passagem em análise é uma aplicação para a vida pessoal. Devemos nos livrar de todo desejo retaliativo e de toda animosidade. Não existe vingança no dicionário do cristão.

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