undefined
arrow_drop_down
arrow_drop_down
Passaram as eleições e agora?

Passaram as eleições e agora?

Em muitas cidades brasileiras, as eleições chegaram ao fim. Foram eleitos prefeitos e vereadores por todo o Brasil. Muitos foram os debates e discussões acerca dos problemas dos municípios, e sempre, promessas.

Partidos tradicionais perderam espaço nas prefeituras e câmaras municipais. Legendas que historicamente disputavam o eleitorado têm visto o espaço diminuir cada vez mais na arena política, enquanto partidos que não gozavam de tanta capilaridade experimentam um crescimento vertiginoso. O que isso representa em termos de mudanças nos rumos da política brasileira? 

Seria fantástico se este fato representasse o aumento de qualidade dos nossos representantes, todavia, a mudança na capilaridade dos partidos não reflete necessariamente em uma nova mentalidade. Não adianta mudança de legenda se não houver mudança no modus operandi da política. As pessoas não são um meio para que políticos possam atingir um objetivo, talvez de poder, status e dinheiro, mas são um fim, para que executem políticas públicas que realmente melhorem a vida das pessoas.

Precisamos de políticos que não se conformam com um transporte público sem um mínimo de conforto para o trabalhador que madruga todos os dias, e gasta 2 horas para ir e 2 horas para voltar do trabalho, em pé, extremamente cansado, pagando caro por uma passagem. Precisamos de políticos que olhem para as áreas ameaçadas pelas enchentes e se coloque no lugar dos moradores e comerciantes. Precisamos de políticos que se entreguem em favor daqueles que não tem saneamento básico. Precisamos de políticos que olhem para os parques da cidade como um espaço digno e legítimo para o lazer da população. Precisamos de políticos que estimulem a economia local e não penalizem àqueles que geram empregos. Precisamos urgente de políticos que tenham compromisso com pessoas, acima de legendas.

Precisamos também de pessoas engajadas que assumem o dever de fiscalizar as ações de seus representantes. Peça ao seu candidato informações mensais do mandato que você lhe entregou e acompanhe o debate político. Bons políticos não se importam com cobranças, até porque são nesses momentos que eles se diferenciam dos demais. São esses que sabem que a guerra por um novo modo de fazer política exige muita resiliência.  Precisamos daqueles que não temem ser achincalhados pela imprensa quando remam contra a maré e não se vendem para se perpetuarem no poder.  

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

:: Carlos Said Pires - Grupo de Ação Política-GAP

Foto: Legacy Hub